Um brinde à saúde anunciava o início da ceia.
Os pratos decorados, as taças enfileiradas de acordo com o tamanho, os talheres "inox" polidos, arrumados para cada tipo de prato refinavam o jantar àquela mesa. A comida saída a pouco do forno atiçava a fome dos indivíduos ali presente. A orquestra sinfônica representada pelos talheres e copos sendo movimentados quebrava o silêncio total do ambiente. O mastigar da comida era uma atividade ininterrupta, finalizada com um sorriso de satisfação do primata sem pêlo, faminto. A sobremesa era apelada e desejada por todos, à primeira colherada se escutava os gemidos de satisfação, mais comparado ao gozo animal.
O arrastar de cadeiras era único, e finalizava a última refeição daquele dia.
(talita moraes, 2005)
quarta-feira, 27 de agosto de 2008
terça-feira, 26 de agosto de 2008
A cópula
A mão deslizava sobre seus olhos forçando-os a fechar (delicadamente). Foi seguido por um sorriso feminino.
Os lábios masculinos impulsionados pelo extinto animal humano não resistem e tornam a vontade num desejo realizado. Foi um beijo dado.
As mãos unissex uniam-se entrelaçando a vontade de estar junto (pelo menos naquele instante).Foi assim um abraço consumado.
O contornar das mãos masculinas pelo corpo feminino não deixava dúvidas de suas vontades. Foi seguido por um sussurro.
Sem pressa deitava o corpo feminino, sem pressa beijava a boca feminina, sem pressa esculpia o já esculpido, com pressa despia o corpo feminino, com pressa degustava do beijo vindo da boca feminina, com pressa ousava do já ousado.
Era esquecida a hora, não importava os segundos, transformando aqueles milésimos em séculos.
Era hora de apagar a luz....
(Moraes, Talita – 13/07/2005)
Os lábios masculinos impulsionados pelo extinto animal humano não resistem e tornam a vontade num desejo realizado. Foi um beijo dado.
As mãos unissex uniam-se entrelaçando a vontade de estar junto (pelo menos naquele instante).Foi assim um abraço consumado.
O contornar das mãos masculinas pelo corpo feminino não deixava dúvidas de suas vontades. Foi seguido por um sussurro.
Sem pressa deitava o corpo feminino, sem pressa beijava a boca feminina, sem pressa esculpia o já esculpido, com pressa despia o corpo feminino, com pressa degustava do beijo vindo da boca feminina, com pressa ousava do já ousado.
Era esquecida a hora, não importava os segundos, transformando aqueles milésimos em séculos.
Era hora de apagar a luz....
(Moraes, Talita – 13/07/2005)
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