Um brinde à saúde anunciava o início da ceia.
Os pratos decorados, as taças enfileiradas de acordo com o tamanho, os talheres "inox" polidos, arrumados para cada tipo de prato refinavam o jantar àquela mesa. A comida saída a pouco do forno atiçava a fome dos indivíduos ali presente. A orquestra sinfônica representada pelos talheres e copos sendo movimentados quebrava o silêncio total do ambiente. O mastigar da comida era uma atividade ininterrupta, finalizada com um sorriso de satisfação do primata sem pêlo, faminto. A sobremesa era apelada e desejada por todos, à primeira colherada se escutava os gemidos de satisfação, mais comparado ao gozo animal.
O arrastar de cadeiras era único, e finalizava a última refeição daquele dia.
(talita moraes, 2005)
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Um comentário:
Sabia que voltarias.
Meus textos preferidos =]
Bjo!
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